Foi difícil ler isso sem sentir lágrimas escorrerem pelos cantinhos dos meus olhos, mas mantendo-me firme, porque as pessoas estão em casa e não agüentaria mais ouvir aquele papinho de: está chorando por causa do namorado ou porque não tem um?
BTW, eu amo muito lembrar de tudo o que aconteceu.
Sobre uma caixa torácica de lembranças
Estava pensando em como as propagandas da Coca são adoráveis quando dei por mim bocejando e estreitando os olhos de sono. Então, no segundo seguinte – na verdade muito mais que isso – eu já estava na minha própria cama, com as pernas doendo, a Cherié ronronando, debaixo da mesma coberta que eu me escondia nas geladas noites de Abril do Ano Passado. E isso agora me soa um tanto doce, intocável, inefável; lembro-me de patos e balas de canela; de alguns apelidos e sonhos que ficaram para trás, enterrados bem no fundinho do meu Outono. Ando com uma certa nostalgia, um pouco saudosa, outro pouco melancólica, carente, sozinha. E mesmo assim, mesmo com a saudade toda, não ouso tirar a “caixinha torácica de lembranças -2008”, do lugar; deixo-a bem quietinha, empoeirando em seu cantinho, pois tão logo não quero causar um –outro – rebuliço, não quero abrir as asas para cair daquela forma dolorosa e inevitável, novamente. Prefiro manter-me estável, firme. Quanto a minha caixinha, para mim, é como a de Pandora. Não ouso ressucitá-la. Guardo-a com carinho, com afeto, em um lugar quentinho e confortável, que pulsa longe de todo aquele sentimento ruim. Seguro-a contra mim, dentro de mim, o tempo todo, como se lá ainda houvesse um lugar onde é possível me sentir segura; um lugar onde patos têm asma e travesseiros criam braços como pessoas para me abraçar durante a noite.
Duck lover 4 ever.
-
Mudando de assunto /ou não.
Sabe aquela sensação de que você quer voltar para sua casa? Mas... Sabe o pior dessa sensação é quando você está MESMO em sua casa. Droga cara, eu moro aqui há três longos anos e ainda sinto que não é meu lugar. Nada de liberdade de ouvir minhas músicas, me vestir e ser como sou. Poster na parede então nem se fala. Eu preciso crescer na vida para ter algo meu. E assim carregar minha mãe junto. Porque PQP não aguento ela falando mais: 'para, nós moramos de favor. Tem que fazer o que mandam'. Ai ai. Eu vou ser algo maior do que isso. EU SEI QUE VOU. Não é algo como cuspir no prato que comeu mas não gosto de como as coisas estão me tratando. E pra ajudar eu não tenho perspectiva de vida. Quer saber, vou deixar o destino -se é que ele realmente existe- me levar.
xoxo I.
Isabela Carapinheiro(pode ser que não reconheçam por esse nome mas o user Poser é marca registrada) tem 24 anos, em torno de 1,66 de altura, olhos castanhos claros, cabelos de cor indefinida, com complexo de Peter Pan. Mora em São Paulo, está se formando em letras Letras e já cursou fotografia, desenhista de moda e desenho artístico. Por tédio aprendeu a colocar piercing e está aprendendo a tattoar. Sempre teve um ‘dark side’ mais ativo e perceptível aos olhos dos mais próximos, passa a maior parte do tempo ouvindo música, assistindo a filmes e seriados, lendo e sofrendo de devaneios acordada. Tem uma fixação sobre tudo que tenha um pé em sobrenatural e espiritual. Metamorfose ambulante, difícil de resumi-la em uma palavra ou frase. Zebra, The Used, 13, Zumbis, Horror, Livros, Cama, Batatas, Família, Vermelho, Olhares, Ossos, sorrisos. Não vive sem as cabeças de bagres que escolheu como OHANA: Helo e Gray ♥.

Nenhum comentário:
Postar um comentário